Bem, já que estou numa de feijão, lembrei-me de pôr aqui a sementeira de feijão riscado que fiz no dia 19 de Maio, e que coloquei na terra em 8 de Junho para aproveitar a chuva que viria nos dias seguintes.
De 50 sementes nasceram 42 o que não é nada mau, plantei 16 e dei o restante às minhas vizinhas de horta.
Para quem não conhece, este é um feijão de excelente sabor quer em vagem quer em seco, é malhado, bastante tenro e germina muito bem.
O aroma das ervas para narizes amadores! E agora... o sabor dos vegetais da horta!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Encanar a perna ao feijão!
Muitas das vezes que ando na horta, aparece um ou uma e lá se vai meia hora na conversa e há dias em que a coisa é muito pior, são os dias em que ando a encanar a perna à rã, como se costuma dizer.
Estes tempos são melhores do que terapia, falamos do tempo, das culturas, de tudo e de nada com um desprendimento que nos lava o stress e anima a alma.
Mas há outras alturas em que temos de dar no duro, como se pudesse ser duro algo que fazemos com enorme gosto, mas que há tarefas mais ou menos agradáveis lá isso há.
Limpar as canas e metê-las no feijão é uma das coisas que menos gosto, bem como sachar ou tirar ervas, mas desta vez caprichei, coadjuvado pela sabedoria da D. Maria e da Ti Fernanda, até foi divertido e acho que o trabalho final até ficou bastante interessante. É pena não dar para tirar e voltar a pôr toda a estrutura no próximo ano!
Estes tempos são melhores do que terapia, falamos do tempo, das culturas, de tudo e de nada com um desprendimento que nos lava o stress e anima a alma.
Mas há outras alturas em que temos de dar no duro, como se pudesse ser duro algo que fazemos com enorme gosto, mas que há tarefas mais ou menos agradáveis lá isso há.
Limpar as canas e metê-las no feijão é uma das coisas que menos gosto, bem como sachar ou tirar ervas, mas desta vez caprichei, coadjuvado pela sabedoria da D. Maria e da Ti Fernanda, até foi divertido e acho que o trabalho final até ficou bastante interessante. É pena não dar para tirar e voltar a pôr toda a estrutura no próximo ano!
terça-feira, 11 de junho de 2013
As hortas do outros - A horta do Vitor
O Vítor é um vizinho da minha horta que começou no ano passado, desbravou um bom pedaço de terra em bruto e os resultados começam a aparecer.
A terra é "criadora" mas com os mimos que ele lhe tem dado está a produzir vegetais de excelente qualidade.
Ele misturou hortícolas com ornamentais e ficou bem bonito.
Parabéns Vítor.
Temas
Hortas dos Outros
domingo, 9 de junho de 2013
Quem come mais? Os melros ou nós?
Todos os dias nos regalamos com alguns destes frutos, deliciosos e atractivos, são tão atractivos que os melros não lhes perdoam, mas tenho sido mais rápido que eles, ainda só deram com uma das plantas (framboesa amarela) e nesta vou ter de lhe pôr uma rede para conseguir comer alguns, mas na outra todos os dias apanhamos os frutos e eles não conseguiram ainda comer um, 1-0 - ganho eu contra os melros eheheh.
O sabor destas pequenas bagas é delicioso, não têm nada a ver com os de compra, que quase não têm sabor e a mim sabem-me sempre ligeiramente a mofo.
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| Framboesas amarelas |
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| Framboesas amarelas |
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| Framboesas Vermelhas |
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| Framboesas Vermelhas |
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| Framboesas amarelas |
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| Framboesas vermelhas |
Temas
Berries,
Framboesas
sábado, 8 de junho de 2013
Míldio ataca e promete muito mais.
Pela primeira vez na minha horta o míldio atacou. De imediato arranquei o tomateiro atacado sem sequer pensar que doença poderia ser, pensei em míldio, mas como o tomateiro estava com excelente aspecto com folhas em excelentes condições e frutos bem formados e saudáveis, tive algumas dúvidas. Não hesitei em arrancar este tomateiro da variedade "tomate de barão negro", o meu único pensamento era evitar a contaminação aos outros, nisto da horticultura temos de estar preparados para perder um braço em vez de perdermos o corpo todo.
Meti-o no contentor do lixo, o ideal seria queimá-lo, lavei as mãos e verifiquei todos os outros, mais nenhum apresentava qualquer sinal.
Fui estudar o problema para ver se descobria o que seria, após alguma pesquisa achei que seria fusarium, o que não era nada bom, nem tratamento há para isso, mas faltavam-me ainda respostas para algumas questões que só pude verificar na dia seguinte, entretanto mando um mail para o António (paixão na horta) e para o Rui (Esteves na horta) com fotos e uma descrição o mais completa possível do problema. O António respondeu logo a dizer que era míldio e o Rui corroborou a opinião.
Antes míldio que fusarium, pensei.
No dia seguinte cheguei à horta e uma das minhas vizinhas de horta chamou-me para ver uma série de tomateiros que já tinham tomates, estavam bonitos e eram bastantes, quando olho melhor vejo um caule castanho, a mesma coisa que eu tinha descoberto no dia anterior no meu. Aconselho-a arrancar o tomateiro (ela tem os tomateiros muito juntos e nem se conseguia ver os caules em condições) mas não estava muito para aí virada, lá a convenci, à medida que arrancava um víamos outro, ela acabou por arrancar uns 8 tomateiros em estado muito mais avançado do que o meu, já com podres no interior do caule, e até à raíz.
Comprei cal viva em pó para por na terra onde arranquei o tomateiro, conselho do António e do Rui.
A partir daí tenho vigiado diariamente todos os pés, e fiz uma limpeza nos ramos mais baixos dos tomateiros para evitar acumular humidades e não propiciar a doença, espero que seja suficiente e vou sulfatá-los com calda bordaleza mal pare de chover.
Estes dias que vêm vão ser piores, vai estar nevoeiro e temperaturas propícias ao desenvolvimento da doença, espero que não venha aí coisa mais grave.
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| Parte do caule atacada, está castanha e mole, vê-se também um ramo secundário já atacado. No entanto as folhas e o resto do tomateiro estão com óptimo aspecto. |
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| Macro da zona lesada |
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| A raíz estava em perfeitas condições, bem desenvolvida e profunda, só tinha 1 mês na terra, portanto era um tomateiro que vendia saúde (eheheheh) e mesmo assim não aguentaria. |
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| Outro tomateiro, duma vizinha, com o mesmo problema, mas este começava logo na coroa do tomateiro, o fungo já estará na terra. |
Temas
Manchas Castanhas,
Míldio,
Tomateiro
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Porque é a água da chuva melhor que a da torneira?
Chuva e mais chuva, após uns anos complicados em termos de seca, este 2013 está a revelar-se bem chuvoso, ao ponto de dizerem que este ano o verão só vai começar em Setembro e que até lá vai ser este tempo miserável e deprimente que num dia chega aos 27ºC e no dia seguinte só aos 17ºC e até dentro do mesmo dia apresenta amplitudes térmicas pouco próprias para a vida.
Já “refilei” com o clima actual, agora vou aproveitar as vantagens da chuva em relação à rega com água da companhia.
Porque é a água da chuva melhor que a da torneira?
1º - Porque é grátis.
2º - Porque não tem cloro, nem iões de cálcio ou de magnésio e fluor.
3º - Esta é a mais importante, as plantas adoram Azoto e é por isso que crescem tanto a seguir a umas boas chuvadas. A nossa atmosfera é composta essencialmente por cerca de 22% de Oxigénio e 78% de Azoto mas as plantas não conseguem absorver esses elementos do ar, precisam que este seja convertido em nitratos e é aí que entra a chuva. Se houver relâmpagos ainda melhor, já que estes irão fornecer a energia necessária para converter as moléculas de oxigénio e azoto em nitratos que reagirão com a chuva e formarão uma solução fraca de ácido nítrico que chegará às plantas através da água e que estas conseguem absorver, potenciando o seu crescimento.
Viva a chuva mas viva o verão também! Agora queremos é sol!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Como cultivar Kale
Kale é um vegetal da família das brassicas (família da couves) e é uma couve de folhas, não forma cabeça, julga-se estar muito próxima da couve silvestre que originou todas as outras couves conhecidas.
Este vegetal gosta de tempo frio, é resistente a temperaturas negativas (até -7º C) e o seu sabor fica bem melhor se apanhar mais frio que calor. Acima dos 26º C as suas folhas ficam com sabor amargo.
De acordo com a variedade, tem um período de maturação de 45 a 75 dias e existem diversas variedades, de folha crispada, lisa, curta, comprida, verde clara, escura ou mesmo preta, etc.
Esta planta é bienal, o que quer dizer que dá sementes de 2 em 2 anos, mas no nosso clima comporta-se como anual.
Se se plantar no fim do outono deve colocar-se num lugar onde apanhe sol pleno, se se plantar na primavera deve plantar-se num local em sombra parcial, gostam da companhia de beterrabas, ervas aromáticas, cebolas e batatas mas não apreciam a companhia de tomates, feijões ou morangos.
O solo deve ser bem drenado, húmido (mas não encharcado), ligeiramente fertilizado, adora azoto e dá-se melhor em solo com pH entre os 5,5 e os 6,8. Solo muito argiloso prejudica o sabor do Kale.
É uma planta muito resistente mas mesmo assim pode sofrer ataques de lagartas, caracóis, mosca branca entre outra bicharada.
As folhas aguentam uma semana no frigorífico e são um rico complemento vitamínico para qualquer refeição, podem ser usadas da mesma forma que as couves.
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| Pela foto pode ver-se como é a terra deste canteiro, árida e difícil mas os kale crescem sem grandes problemas e nem sequer lhes dou muita água. |
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| Pormenor de um Kale, está com muito bom aspecto meio na sobra. |
Temas
Couve de folhas,
Kale
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