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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Courgette faz um oito!

As sementes de courgette redonda que o Rui Esteves me ofereceu foram semeadas a 21.3.2013, germinaram a 26.3.2013, foram transplantadas para local definitivo (a 25.4.2013) e já estão a dar frutos.

Dois frutos gostam tanto um do outro que nasceram siameses e esta courgette redonda para além de dar courgettes em forma de esferas vai dar também em forma de oitos, estou para ver o que sairá daqui.


Não conheço esta variedade mas se for como as tradicionais produzirá que se farta, uma boa planta para se cultivar.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mas que salganhada!



Bem, já tenho uma salganhada neste canteiro, pequeno e com 5 tomateiros a 45 cm de distância uns dos outros.

Este fim de semana tive de lhe fazer uma limpeza, removi os ramos mais baixos que ainda não tinham flores ou frutos, verifiquei o estado de troncos e de folhas, não encontrei sinais de doença apesar da elevada densidade, muito disso deve-se ao facto de terem um plástico por cima, que tapa todo o canteiro fazendo uma espécie de estufa que os mantém abrigados do frio da noite.

São 4 Wapsipinicon Peach e 1 Limão Gigante, já todos têm tomates e dezenas de flores.


Wapsipinicon Peach - Têm muita vegetação, o calor do abrigo ajuda muito.

Limão gigante - Troncos grossos e altos, tive de deitar este ramo que já batia no plástico.
Limão gigante - Flores e frutos com fartura.

Limão gigante - Frutos já com tamanho considerável, maiores que uma bola de ténis.

Wapsipinicon Peach - Cachos de frutos que se hão-de tornar em deliciosos tomates que mais parecem ameixas amarelas.

Limão gigante -Mais frutos e flores.

sábado, 25 de maio de 2013

Ela gosta muito de abóbora!

Esta rã é quem mais gosta de abóboras! Passa grande parte do tempo debaixo desta aboboreira, não sei porque será, a abóbora não tem bicharada, que já verifiquei ao pormenor.
A verdade é que sempre que a vejo está na aboboreira, nomeei-a guardiã da aboboreira, será que ela come os bichos que se aproximam da aboboreira?


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Assim já gosto de ervilhas!

A minha segunda tentativa com ervilhas.

Semeei em alfobre, a 18 de Janeiro, a variedade Ervilha Maravilha D’América, começaram a germinar 9 dias depois e de 50 sementes nasceram 48, plantei 32 ervilheiras em local definitivo a 16 de Fevereiro e dei as restantes 16 plantas a quem me tinha dado as sementes.

No ano passado tinha feito a minha primeira experiência nas ervilhas e semeei directamente na terra, foi um desastre completo, num canteiro de 4x1,85m onde espalhei mais de 100 sementes só nasceram meia dúzia o que não me deixou muito animado.

Mas com estes resultados já mudei de ideias, cada vez estou mais convencido de que semear na terra é um desperdício de tempo, de sementes e de água.

Já apanhámos por 3 vezes e continuam cheias de vagens e de flores. Assim já gosto de ervilhas!





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Afinal o granizo também tem coisas "boas"!

No passado sábado caíram 5 minutos de granizo aqui em Coimbra, foi o suficiente para estragar (felizmente, não irremediavelmente) uma série de plantas, tomateiros, abóboras, pimentos, pak chi, tatsoi, tudo o que estava à hora errada no sítio errado ficou com furos, folhas e flores partidas e até uma abóbora que parece que levou uma chumbada.

Um vaso que apanhou com granizo em cima, passado meia hora ainda não tinha derretido e  a terra estava gelada.
Pak choi que apanhou com o granizo
Tatsoi que sofreu o mesmo tratamento.

Então mas o que teve o granizo de bom?
Já passo a explicar, como estavam com folhas rasgadas ou furadas achei que iam ficar negras ou estragar-se e resolvi apanhar alguns dos pak choi e alguns dos tatsoi (os que tinham mais estragos) e cozinhá-los ao vapor.
Alguns pak choi colhidos ainda bebés.

E aí veio a parte boa, eram deliciosos, de talos doces e as folhas sabiam quase que a nabiças ou grelos de nabo, mas mais macias e com um sabor mais subtil, foi uma agradável surpresa, tanto, que mal a lua esteja de feição para semear estas coisas, vou fazer nova sementeira.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Como fazer uma sementeira de cenouras em alfobre.

Semeei cenouras (esse vegetal extremamente difícil de domar num solo como o meu, argiloso-calcário) em 01/02/2013 e transplantei em 25 de Março (demoram muito as cenouras) para um dos canteiros altos que tenho em que a terra é diferente, mais arenosa e solta, e comecei a apanhar hoje, para ver, apanhei 2, estavam quase perfeitas, pelo menos até aos 12-15 cm de altura e depois bifurcavam ou entortavam, mas mesmo assim estavam muito melhor que das outras vezes em que tinha plantado, isso animou-me e hoje fiz mais uma sementeira, de 3 variedades.
Semeei-as a 1 cm de profundidade em siro-germ e amanhã vão para  germinador, a Lua está favorável vamos ver se os Deuses concordam.

25 de Cenoura Arco-íris (cenouras de várias cores) F1 e 25 de Cenoura Púrpura F1. Já experimentei o ano passado com resultados interessantes, mas este ano quero ter cenouras de bom tamanho e qualidade.

Coloquei mais do 1 semente por buraco porque umas tinham já 2 anos e as outras 1 ano e meio, e  as dificuldades de germinação aumentam, as sementes vão "perdendo vida" com o tempo.

As mesmas que semeei em Fevereiro, vou melhorar a terra e ver como saem desta vez, o objectivo é ter melhor que as que estou apanhar agora.
Relativamente às marcas das sementes, não sou grande fã das da Dobies, têm períodos em que não nascem e têm outros em que nascem perfeitamente, não entendo!
Quanto às da 123seeds não tenho nada contra sempre nasceram normalmente.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Semear em Alfobre Versus Semear na Terra

Desde o ano passado que raramente semeio directamente no solo da horta e isso devido a várias razões que fui descobrindo nestes meus 2 curtos anos de horticultura.

Passo a explicar esses motivos:

1º - Água - a água gasta numa sementeira na terra é muito superior aquela que se gasta ao semear em tabuleiro, consigo semear 50 feijões (por exemplo) e tê-los prontos para plantar com menos de 10 litros de água.

2º - Taxa de natalidade (não sei se será o termo correcto para plantas) - em tabuleiro é quase de 100%, na terra é raro ultrapassar os 50%, o que representa uma poupança grande em sementes e há sementes bem caras.

3º - Controlo de pragas e doenças - muito mais fácil de controlar em tabuleiro, incluindo lesmas e caracóis e é raro perder uma planta.

4º - Menos horas de trabalho - no tabuleiro posso pôr apenas uma semente por buraco o que não me faz perder tempo a retirar as que estão em excesso.

5º - Protecção contra as intempéries - em tabuleiro podemos sempre recolher as sementeiras para local abrigado e mantê-las abrigadas até as condições melhorarem.

Estas são as principais razões para preferir a sementeira em tabuleiros, mas há uma desvantagem que as plantas em tabuleiro têm em relação às semeadas directamente, quando germinadas estão menos adaptadas ao clima, já que foram criadas em local protegido, mas isto resolve-se bem com uma adaptação correcta, começam-se colocar as plantas na rua em períodos mais quentes e vamos prolongando esse tempo até estarem completamente adaptadas, dependendo das variedades e do tempo, pode demorar de 7 a 15 dias.

Há uma questão que já devem estar a colocar e que é se depois se pode transplantar sem problemas, se as coisas dão igual ou não? É exactamente a mesma coisa, já experimentei com uma série de variedades que aconselham a semear directo na terra (é claro que as empresas que vendem sementes preferem que semeemos na terra, vamos precisar de comprar mais sementes na próxima época!!), cenouras, rabanetes, beterraba, ervilhas, milho, favas, pak choi, são as variedades que menos vemos à venda já em planta e com as quais já experimentei com sucesso este método.

Por estes motivos todos, nem hesito, opto sempre por semear em tabuleiros e germinar em local controlado e tenho tido óptimos resultados e comparativamente com outras técnicas que vejo outras pessoas daqui a usarem esta é sem dúvida nenhuma a mais eficaz e que permite maximizar os recursos da forma mais correcta.

Agricultura biológica não é só não usar químicos mas também ter verdadeira consciência do quanto podemos ajudar o planeta, ao não consumirmos os seus recursos sem uma honesta justificação.

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